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TROCANDO CONHECIMENTO, ADQUIRINDO EXPERIÊNCIA

quarta-feira, 30 de março de 2011

Programa "+ Leite" muda realidade em MG



Um programa denominado “Leite Mais” vem mudando a realidade de alguns produtores de leite na região do Centro-oeste mineiro. O programa surgiu por meio da parceria entre o Instituto Federal Minas Gerais (IFMG)- Campus Bambuí e os mais diversos setores como: prefeituras, iniciativa privada e Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), o que tem trazido diversos benefícios aos produtores de leite da região.
Manejo sanitário do gado em uma das propriedades assistidas


Os alunos integrantes do projeto fazem parte do Grupo de estudos em Bovinocultura do IFMG (GEBOV), o qual possui alunos de diferentes cursos como, por exemplo: agronomia, tecnólogo em alimento, técnico agrícola e zootecnia. O programa tem a orientação do professor do Campus Bambuí, Dr. Rafael Bastos Teixeira, sendo o coordenador geral do projeto. A partir das visitas realizadas, os alunos desenvolvem um planejamento dentro das propriedades e acompanham o desenvolvimento das atividades relacionadas ao sistema de produção. De acordo com o professor, cada fazenda possui uma dupla de alunos, que serão os responsáveis por orientar os produtores para que eles obtenham mais êxito na atividade leiteira.
O programa surgiu em março de 2010, onde atualmente são assistidas 16 propriedades, 30 alunos envolvidos e 2 municípios atendidos.
A primeira etapa do projeto teve inicio no assentamento “Margarida Alves”. Dentre os objetivos estavam: analisar, corrigir e conseqüentemente melhorar a atividade pecuarista existente hoje no assentamento Margarida Alves e que tem como principal atividade econômica, a bovinocultura leiteira.
O propósito de melhorar a situação existente hoje consistiu na capacitação das famílias para o exercício das atividades e conseqüentemente a viabilização econômica da mesma através da agricultura família, que é hoje um dos caminhos para sustentabilidade social.
Equipe do programa
As famílias participantes do projeto dentro do assentamento possuem baixa renda provida da atividade pecuarista e que trabalham de forma precária, sem o conhecimento de técnicas e procedimentos que lhes permitiriam maior eficiência, em virtude principalmente da ausência de técnicos da área. Este fator é limitante para quem quer obter sucesso. “Encontramos várias famílias que necessitavam de uma assistência técnica efetiva em suas propriedades, e nossos extensionistas tiveram muito trabalho”, afirma Rafael.
O programa vem atuando em quatro áreas interligadas na produção de leite, sendo desenvolvidas ações relacionadas ao manejo dos animais, administração rural, qualidade do leite e fornecimento de alimentação e pastagem, além de promover atividades relacionadas à extensão rural como dias de campo, ciclo de palestras e mini–cursos.
A segunda etapa do programa consistiu em estender esse trabalho aos produtores de leite do município de Bambuí e Itapecerica/MG. Esta assessoria pretende promover o desenvolvimento do setor e também da cidade, além de diagnosticar todos os possíveis problemas das propriedades que possam prejudicar a pecuária.
Durante as visitas, os alunos observam as estruturas já implantadas em cada terreno, pastagem e tipo de gado, para então desenvolver um planejamento que ajude o produtor a se organizar, de modo que consiga lucrar mais em cima do que possui.
Extensionistas acompanhando manejodos animais
O grupo de alunos participantes do projeto inclui iniciantes e veteranos do curso. Marlon Martins Morais, estudante de zootecnia, que já está quase formando, auxilia os mais novos. “Não queremos mudar toda a estrutura da propriedade, mas, primeiramente analisar a propriedade, apresentando um planejamento dentro do que o produtor tenha condições de seguir. Buscando orientar os produtores para que, após um tempo, consigam diagnosticar, sem o acompanhamento do grupo, o que não está bem e possam solucionar os problemas sozinhos”, afirma Marlon.
Os produtores que já receberam visitas estão confiantes e otimistas com o programa. Alguns afirmaram que o leite está desvalorizado e que se não souberem a melhor forma de produzir, perderam o pouco que ganham, por isso, um projeto que ajude o pecuarista é realmente fundamental, sejam eles pequenos, médios ou grandes produtores. Buscando com isso, democratizar o conhecimento e difundi-lo da melhor forma possível. 
 
Fonte: http://migre.me/49kwr

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