Um programa denominado “Leite Mais” vem mudando a realidade de alguns produtores de leite na região do Centro-oeste mineiro. O programa surgiu por meio da parceria entre o Instituto Federal Minas Gerais (IFMG)- Campus Bambuí e os mais diversos setores como: prefeituras, iniciativa privada e Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), o que tem trazido diversos benefícios aos produtores de leite da região.
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Manejo sanitário do gado em uma das propriedades assistidas |
Os alunos integrantes do projeto fazem parte do Grupo de estudos em Bovinocultura do IFMG (GEBOV), o qual possui alunos de diferentes cursos como, por exemplo: agronomia, tecnólogo em alimento, técnico agrícola e zootecnia. O programa tem a orientação do professor do Campus Bambuí, Dr. Rafael Bastos Teixeira, sendo o coordenador geral do projeto. A partir das visitas realizadas, os alunos desenvolvem um planejamento dentro das propriedades e acompanham o desenvolvimento das atividades relacionadas ao sistema de produção. De acordo com o professor, cada fazenda possui uma dupla de alunos, que serão os responsáveis por orientar os produtores para que eles obtenham mais êxito na atividade leiteira.
O programa surgiu em março de 2010, onde atualmente são assistidas 16 propriedades, 30 alunos envolvidos e 2 municípios atendidos.
A primeira etapa do projeto teve inicio no assentamento “Margarida Alves”. Dentre os objetivos estavam: analisar, corrigir e conseqüentemente melhorar a atividade pecuarista existente hoje no assentamento Margarida Alves e que tem como principal atividade econômica, a bovinocultura leiteira.
O propósito de melhorar a situação existente hoje consistiu na capacitação das famílias para o exercício das atividades e conseqüentemente a viabilização econômica da mesma através da agricultura família, que é hoje um dos caminhos para sustentabilidade social.
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| Equipe do programa |
As famílias participantes do projeto dentro do assentamento possuem baixa renda provida da atividade pecuarista e que trabalham de forma precária, sem o conhecimento de técnicas e procedimentos que lhes permitiriam maior eficiência, em virtude principalmente da ausência de técnicos da área. Este fator é limitante para quem quer obter sucesso. “Encontramos várias famílias que necessitavam de uma assistência técnica efetiva em suas propriedades, e nossos extensionistas tiveram muito trabalho”, afirma Rafael.
O programa vem atuando em quatro áreas interligadas na produção de leite, sendo desenvolvidas ações relacionadas ao manejo dos animais, administração rural, qualidade do leite e fornecimento de alimentação e pastagem, além de promover atividades relacionadas à extensão rural como dias de campo, ciclo de palestras e mini–cursos.
A segunda etapa do programa consistiu em estender esse trabalho aos produtores de leite do município de Bambuí e Itapecerica/MG. Esta assessoria pretende promover o desenvolvimento do setor e também da cidade, além de diagnosticar todos os possíveis problemas das propriedades que possam prejudicar a pecuária.
Durante as visitas, os alunos observam as estruturas já implantadas em cada terreno, pastagem e tipo de gado, para então desenvolver um planejamento que ajude o produtor a se organizar, de modo que consiga lucrar mais em cima do que possui.
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| Extensionistas acompanhando manejodos animais |
O grupo de alunos participantes do projeto inclui iniciantes e veteranos do curso. Marlon Martins Morais, estudante de zootecnia, que já está quase formando, auxilia os mais novos. “Não queremos mudar toda a estrutura da propriedade, mas, primeiramente analisar a propriedade, apresentando um planejamento dentro do que o produtor tenha condições de seguir. Buscando orientar os produtores para que, após um tempo, consigam diagnosticar, sem o acompanhamento do grupo, o que não está bem e possam solucionar os problemas sozinhos”, afirma Marlon.
Os produtores que já receberam visitas estão confiantes e otimistas com o programa. Alguns afirmaram que o leite está desvalorizado e que se não souberem a melhor forma de produzir, perderam o pouco que ganham, por isso, um projeto que ajude o pecuarista é realmente fundamental, sejam eles pequenos, médios ou grandes produtores. Buscando com isso, democratizar o conhecimento e difundi-lo da melhor forma possível.
Fonte: http://migre.me/49kwr



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